ACONTECEU COMIGO: Sem querer, querendo

Já repararam que quando alguém começa uma frase com “sem querer”, na verdade, quer sim… E muito?

Sem querer falar mal, mas aquele corte de cabelo ficou horrível.
Sem querer dar uma de entendida, mas essa calça não ficou bem em você.
Sem querer julgar, mas ela nunca deveria ter feito isso.
Sem querer me meter, mas isso é jeito de educar um filho?

Estes dias, comecei a ler um artigo que já nas primeiras linhas anunciava “sem querer criticar”. “Pronto, lá vai”, pensei. Todas as demais linhas do texto não faziam nada, além de criticar. Claro, modestamente, com ares de superioridade, lições de moral e afins. Não me aguento: querem saber sobre o que era o texto? Pois é, parto humanizado.
De verdade, admiro todos os argumentos de quem milita a favor da causa mas peloamordedeus, esclarecer não é criticar. Quer explicar, explique, acho importante esclarecer. Pronto. Fim. Depois seria de bom tom deixar a grávida em paz. Se a pessoa x, y ou z após esclarecida, optou por trazer o filho ao mundo de outra forma, palmas para ela também. Palmas para todos nós, que engravidamos, parimos, adotamos, educamos, nos viramos para dar conta de tudo e somos – modéstia a parte – incríveis. Sério, este papo de “apenas nós sentimos verdadeiramente o nascimento” não combina com a liberdade de escolha que vocês pregam. Reunam-se em patotas e deixem quem faz outras opções de fora delas.

Desculpem o desabafo e… Sei lá, sem querer criticar, ta?

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