CRÔNICA: Castelos de areia

– Inacreditável a cor do mar…
– Inacreditável mesmo é estarmos aqui, sozinhos, após tantos anos.
– Será que as crianças estão bem?
– É claro que sim. Vamos relaxar.
– Tem razão. Curtir essa areia branquinha…
– O Pedrinho iria adorar. Construir aqueles castelos enormes.
– Para a Laurinha brincar com as bonecas dela.
– Fantasiando sobre mundo encantados.
– Ai, ai…
– Tão bom termos tempo para conversar.
– Verdade. Olha, um rapaz vendendo queijo coalho!
– Se o Pedrinho estivesse aqui, já pediria três.
– Sempre, sempre. E a Laurinha escolheria um sorvete.
– De limão!
– Tirou as palavras da minha boca.
– …
– Delícia de temperatura.
– Ahã. Olha aquele bebê. Que fofo.
– Parece o Pedrinho quando era pequeno.
– Olhar sapeca, lembra?
– Claro. Como se fosse ontem.
– Acredita que passaram-se dez anos?
– O tempo voou.
– Demais.
– Anos incríveis.
– Muito.
– Mas senti falta de passar um tempo só com você.
– Eu também. A gente acaba passando a vida em função dos filhos, né?
– Verdade.
– E é bom podermos relaxar, namorar…
– … conversar com calma sobre os mais diversos assuntos.
– …
– …
– …
– Tem razão. Lembra daquela vez, com a Laurinha…

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